Seguimos de carro pelo interior, era um dos últimos dias daquele verão, depois de deixar a minha mãe na estação de comboios para regressar a Lisboa. Não me recordo o motivo pelo qual fiquei com o meu pai sozinho naqueles dias de fim de verão. Passados 27 anos, hoje, considero que há um rio muito importante a atravessar e que é fundamental para se conhecer profundamente outra pessoa. Na sua infância, juventude. Foi uma viajem espontânea à alvorada do meu pai que me faz compreender hoje quem sou. Depois de almoçar e garantir que a minha mãe estava de caminho para a nossa casa em Lisboa, o meu pai perguntou-me se estava disposto a ir até ao seminário que ele frequentou, alguns dos anos mais importantes da formação da sua vida. Alertou que eu poderia não gostar, afinal de contas eu era muito jovem e a “malta” da minha geração não tinha muita paciência para seminários e igrejas. Mas era inevitável não estar impressionado com a proposta. A viajem tomou-se pelo interior, passando pel...
Seguimos de carro pelo interior, era um dos últimos dias daquele verão, depois de deixar a minha mãe na estação de comboios para regressar a Lisboa. Não me recordo o motivo pelo qual fiquei com o meu pai sozinho naqueles dias de fim de verão. Passados 27 anos, hoje, considero que há um rio muito importante a atravessar e que é fundamental para se conhecer profundamente outra pessoa. Na sua infância, juventude. Foi uma viajem espontânea à alvorada do meu pai que me faz compreender hoje quem sou. Depois de almoçar e garantir que a minha mãe estava de caminho para a nossa casa em Lisboa, o meu pai perguntou-me se estava disposto a ir até ao seminário que ele frequentou, alguns dos anos mais importantes da formação da sua vida. Alertou que eu poderia não gostar, afinal de contas eu era muito jovem e a “malta” da minha geração não tinha muita paciência para seminários e igrejas. Mas era inevitável não estar impressionado com a proposta. A viajem tomou-se pelo interior, passando pela...